Pedagogia Waldorf

Prefeitura de Ubá implementa modo de ensino que se baseia no estímulo a sensibilidade humana.

Pedagogia Waldorf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há cerca de cinco anos a Secretaria de Educação da Prefeitura de Ubá vem estudando sobre uma pedagogia alternativa que poderia nortear a reestruturação da estrutura curricular das escolas municipais. Depois de muito estudo, pesquisas, visitas a outras instituições de ensino, se escolheu a Pedagogia Waldorf.

Ainda desconhecida por muitos, essa pedagogia tem como base o conceito de que o desenvolvimento de cada indivíduo se dá de uma maneira diferente, cada um em seu tempo. E, por isso, a educação deve buscar compreender as particularidades de cada estudante, não havendo pressão para que todos tenham desempenhos uniformes.

Deste modo, a pedagogia Waldorf tem como fundamento o desenvolvimento de forma equilibrada e integrada. Sem pular etapas. Estimulando o ensino a partir de três pilares principais: físico (querer), anímico (sentir) e espiritual (pensar).

Uma das precursoras da implementação desta pedagogia é a atual Secretária de Educação do município, Maria do Carmo de Mello. De acordo com Maria do Carmo, um dos motivos que desencadeou o desejo de buscar uma nova pedagogia como base para o ensino infantil público da cidade, foi o comportamento que ela observou nos alunos dentro das escolas, crianças muito agitadas e com pouca capacidade de concentração.

E, assim, uma das justificativas da escolha – “A metodologia desta pedagogia estabelece um ritmo e uma rotina [...] Quando ela trabalha com ritmo e rotina, ela educa o corpo para o equilíbrio e para a sensibilidade quanto a toda essa agitação e tumulto todo que nos rodeia.” – diz Maria do Carmo.

O modo de ensino tem como foco trabalhar a sensibilidade humana. Um homem que não só faz e pensa, mas também é sensível. Esse pensamento se torna ainda mais necessário, ao passo que a população está cada vez mais tecnológica. Esta sensibilidade é trabalhada por meio de atividades com música, teatro, trabalhos manuais e contos de fada.

Aliás, os contos de fada são tratados com um zelo ainda maior. Pois é considerado um alimento para alma. Através deles as crianças vão aprender valores, saber controlar as emoções, construir relações dignas de convivência, dentre outros aprendizados.

Pensando em possibilitar uma total experimentação da Pedagogia Waldorf, a Prefeitura investiu na construção da Escola Municipal Doutor Heitor Peixoto Toledo – ou Jardim da Manga Waldorf em construção.

A obra, que atende as exigências da FEWBFederação das Escolas Waldorf do Brasil, envolve muito mais do que apenas um projeto arquitetônico diferente, mas também leva em consideração todos os materiais a serem utilizados, por exemplo. O objetivo é possibilitar que o estudante tenha maior contato com o que é natural.

Todos os educadores que trabalham nesta escola já obtêm ou estão em processo de conseguir a graduação Waldorf. A primeira turma formou 11 pessoas e, hoje, outras 42 estão realizando o curso.

Wanderlice Marques e Gisele Azevedo, que participaram da primeira turma e hoje trabalham na Escola Jardim da Manga, acreditam que a Pedagogia Waldorf possibilita sim uma formação mais sólida e creditam isto há algumas diferenças que existem com o pedagogia dita tradicional – “É preciso respeitar a fase de cada aluno. O que uma criança é capaz de fazer com dois anos? Ela vai fazer aquilo. O que ela é capaz de fazer com quatro? Ela vai fazer aquilo. Não é preciso massacrar a criança com aquilo que ela não vai dar conta. [...] É preciso respeitar a fase de desenvolvimento da criança.” – diz Wanderlice.

Hoje, apenas os alunos que iniciaram os estudos em 2012 e estão no 3º ano, foram educados estritamente pela Pedagogia Waldorf. Os demais trabalham com um método de ensino que mescla a pedagogia tradicional e a Waldorf.

Pedagogia Waldorf

Mas, mesmo com pouco tempo, já é possível observar os resultados pela aplicação desta “nova” pedagogia. – “As crianças que participam deste movimento pedagógico, ela tem uma integração de ritmo, são ritmadas; não são desproporcionais corporalmente, pois se desenvolvem no tempo certo; não são agitadas em excesso; sabem respeitar; possuem um ciclo diário de atividades que nos permitem um maior aproveitamento cognitivo, que reflete em aprendizagem.” – é o que diz Gisele.

Autor: Lucas Gandra

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